Telefonei dias consecutivos para o escritório de um velho amigo com quem não falava há algum tempo, e, para minha surpresa, aparecia-me sempre uma gravação dizendo que o número que marcara não se encontrava atribuído. Consultei o site profissional e, para minha surpresa, o nome dele já não constava. O que lhe terá acontecido, perguntava eu para os meus botões, já a pensar no pior. Liguei para o tribunal da comarca onde ele tinha escritório, para tentar saber notícias. A senhora funcionária que me atendeu, com ar de gozo, foi-me dizendo: “Ai quer saber do senhor doutor…, também nós! Desapareceu sem deixar rasto. Largou a mulher, largou os clientes, largou os processos e foi não sei para onde”. “Mas como é que ele desapareceu”, perguntei-lhe eu. “Como?! Encontrou uma brasileira que lhe deu a volta ao miolo. O senhor doutor não sabe como são os homens?”, respondeu-me ela. Quis logo saber como era a brasileira, mas a minha interlocutora pareceu-me ter ficado ofendida e não me deu quaisquer pormenores. Como agradecimento por ter deixado de me fazer concorrência, aqui vai uma modinha para o meu amigo, um Lampião que terá encontrado a sua Maria Bonita. Como dizia o Anónimo no comentário ao post anterior, "a vida é bela".
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
sábado, 18 de dezembro de 2010
Passaram seis meses
Ainda não consegui ligar para o seu telemóvel: tenho receio de que não me atenda. Estou convencido de que enquanto o seu número de telemóvel continuar na agenda do meu telemóvel, continuo a poder falar consigo. Convenço-me de que, se assim não fosse, inteligentes como são os telemóveis, o seu número já teria desaparecido. Mas ele continua lá. Quando procuro nomes começados por D, o seu é o primeiro que me aparece na agenda. E assim se passaram seis meses desde a última vez que lhe falei. Como sabe, tenho falado, quase todos os dias, com o “patrão”, e se ele não me tem dito como tem passado é porque está tudo bem. Mas sabê-lo por si seria outra coisa. Assim, quando puder, ligue-me para falarmos um pouco. Peço-lhe desculpas, mas, pelas razões que comecei por lhe explicar, não quero ser eu a ligar-lhe.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Larirette
Há muitos anos, quando era vendangeur nas vinhas do Beaujolais, numa village à côté de Macon, ouvi pela primeira vez esta chanson, que até hoje me martela os ouvidos.