quarta-feira, 13 de abril de 2011

Fusão dos serviços da segurança social com os serviços do fisco: uma boa ideia.

Temos uma boa notícia vinda do auto-proclamado futuro Primeiro-Ministro: a fusão dos vários institutos da segurança social com os actuais serviços do fisco (suponho que, previamente, haverá uma fusão de todos aqueles serviços que, nos termos da lei, fazem parte da administração tributária). Alegadamente, essa ideia é agora também defendida em conferências por ex-governantes de governos socialistas. É pena que, enquanto estiveram no Governo, esses ex-governantes nunca tivessem manifestado a ideia que agora apresentam publicamente. Um desses ex-governantes, depois de ter tido muitos e bons “tachos” ainda antes de ter sido chamado para a exercer funções governativas, também dizia que o método forfetário (que, abreviadamente, se traduz na tributação do seguinte tipo: cada cadeira de barbeiro na Rua Faria Guimarães – que escolhi por ser onde o Funes corta o cabelo – vale X, se o barbeiro não quiser ser tributado por ela, tem de a arrancar; cada mesa de café na Rua de Camões – que escolhi por ter motas de primeira – vale Y, se o dono do restaurante não quiser ser tributado por essa mesa, tem de a eliminar) era o mais justo para os contribuintes com rendimentos que se enquadrassem na categoria B do IRS, bem como para as empresas com um volume de facturação anual até 500.000 euros. Esse ex-governante foi para o Governo e nunca mais o ouvi falar do assunto. Diz-se que era muito difícil a implementação desse sistema… Por essas e por muitas outras, creio que a fusão dos serviços do fisco com os da segurança social, apesar de ser uma boa ideia, não passará disso mesmo. Isto, a não ser que os nossos políticos sejam obrigados a implementá-la. Isso é que eu gostaria de ver!

2 comentários:

  1. E não é que tinha razão?!http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=514559

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  2. Infelizmente, Caro Anónimo. A idade dá-nos umas coisas (v.g., a faculdade de prevermos comportamentos) e tira-nos outras (v.g., a esperança de que as pessoas mudem, a ponto de saberem o que é melhor para elas). Se servirem para alguma coisa os meus dotes de adivinho, saiba que hoje alguém que, em termos científicos e académicos, é um ás da economia, peguntava-me se o sistema finaceiro se iria auguentar até Janeiro. Disse-lhe que sim.

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