Miguel Sousa Tavares, no final da crónica publicada na edição do jornal "Expresso" de 10/11/2012 (Primeiro Caderno, pág. 07), refere o seguinte:
«/…/ Por estes
dias, ao ouvir falar os socialistas, dei-me conta de que não aprenderam muito
com a queda do seu governo e com este ano e meio de oposição. Repetem a mesma
estratégia de sempre, convencidos que esta é a mesma situação de sempre: que se
trata do eterno jogo da alternância entre eles e o PSD. Não perceberam que
alguma coisa de fundamental mudou na forma como a parte produtiva do país olha
e pensa em tudo isto. Por pior que seja a opinião sobre o governo Passos
Coelho, não há, entre os portugueses, nenhuma pressa ou desejo intenso em vê-lo
substituído por um António José Seguro: acreditem que não há. Não se trata já
de mudar a maioria ou o primeiro-ministro, mas sim de mudar a forma de fazer
política e forma de governar Portugal».
Efectivamente,
por mais que alguns pensem contrário (e tentem, por todos os meios, que outros
também pensem como eles), não temos "pressa ou desejo intenso" de
mudança para um governo PS. Aliás, mesmo nas alturas de maior desânimo com as
políticas deste governo, algumas das intervenções do Zorrinho e do Galamba, são
bastantes, só por si, para nos fazerem chegar à conclusão a que chegou o MST.
Sem comentários:
Enviar um comentário