Este ano, por vários órgãos do poder político, foram atribuídas mais medalhas. Talvez por tantas já terem sido atribuídas, ou então por não concordarem, ou sequer compreenderem, os critérios da respectiva atribuição, há quem diga que "ser distinto é não ser distinguido" com nenhuma medalha. Há até quem, porventura por se sentir como potencialmente “medalhável”, antecipando-se a uma eventual distinção, anuncie publicamente que não aceitará a atribuição de qualquer medalha. Pelo menos, relativamente a esses, os órgãos do poder político que atribuem essas medalhas, já sabem com o que contam, e, dessa forma, podem evitar o incómodo de verem a medalha ser-lhes devolvida, como aconteceu àquele Município que, tendo atribuído uma medalha de mérito a um MI Cidadão, a viu devolvida acompanhada de um singelo “recado”: de que não se atribuíam distinções honoríficas a quem só tinha feito o que qualquer normal cidadão faria. Ora, será que algum dos medalhados fez mais do que aquilo que fez qualquer normal cidadão? Mais do que para os responsáveis pela atribuição das distinções honoríficas, a pergunta fica para aqueles que com elas são agraciados. Como já referi noutro post, do ponto de vista humano, o direito que alguns dos órgãos do poder político têm de atribuir distinções honoríficas suscita-me as maiores reservas. É que, por cada ser que é agraciado por esses órgãos, muitos outros serão (ou, pelo menos, se sentirão) “desagraciados”. Será justo e correcto agraciar alguns à custa de todos? Mais uma vez, parece-me que não.
Boa noite
ResponderEliminarVenho deste modo apresentar-lhe o meu novo projecto. Trata-se de um novo blog que pretende fazer uma análise clara e concisa sobre a actualidade nacional e internacional.
Este projecto surgiu no seguimento do término da minha licenciatura na Faculdade de Economia do Porto (FEP). Sempre me interessei bastante pelas questões macroeconómicas, mas entendi que só após a minha licenciatura estaria preparado para abordar estas questões com o rigor que se lhe exige. Gosto de fazer análises credíveis e baseadas sempre em estatísticas credíveis, como irá reparar ao visitar o blog.
PS: o link do blog é http://ecoseconomia.blogspot.pt/
Aguardo novidades, esperando o seu contributo para este projecto
Com os melhores cumprimentos,
Ricardo Gonçalves