domingo, 30 de dezembro de 2012

sábado, 15 de dezembro de 2012

"Estado segurador"

No Caderno de Economia da Edição do jornal “Expresso” de 08/12/2013, Luís Mira Amaral, em artigo de opinião, insurge-se contra o facto de Passos Coelho ter chegado “a chamar privilegiados aos pensionistas de 7.000 euros”. Porém, Luís Mira Amaral não esclarece se esses “pensionistas de 7.000 euros” que refere são os que recebem €7.000,00 anualmente ou mensalmente. Supondo que estará a reportar-se aos “pensionistas de 7.000 euros” mensais, creio que a esses não lhe podemos apenas chamar privilegiados, mas sim privilegiadíssimos! No mínimo. Só assim não seria se o valor médio das pensões em Portugal andasse pelo €5.000,00 (o que não é verdade e, infelizmente, nem mesmo como hipótese meramente académica se pode admitir).
Gostaríamos de saber quanto é que Luís Mira Amaral e outros que exerceram funções políticas descontaram para as pensões de reforma que auferem, já depois de corrigidos esses montantes através do “valor financeiro” que ele refere, e quanto é que já auferiram a título de pensões, para que pudéssemos tirar as devidas conclusões. Isto é, para que pudéssemos saber se os descontos que eles fizeram constituíram um prémio de seguro obrigatório adequado ao valor das pensões de que vieram (e virão) a auferir, para que, se assim não acontecer, sejam feitos os devidos e necessários ajustamentos. Todavia, quanto a essa matéria de que eles têm conhecimento privilegiado, não os ouvimos dizer nada. Por isso, antes de Luís Mira Amaral concluir “que o Estado segurador não se porta bem”, deveriam ser feitas aquelas contas, para sabermos se o “Estado segurador” se portou ou não bem quando estabeleceu os tempos de descontos que deram direito às reformas, o momento a partir da qual essas reformas eram devidas, bem como os valores dessas mesmas reformas. Que Estado é que pode fazer leis que permitam que um cidadão, sem atingir a idade legal de reforma (ou seja, a reforma com fundamento em limite de idade) e sem ter qualquer problema de saúde que o impossibilite de trabalhar, se vá “reformando” das várias profissões/cargos/funções que foi exercendo, de forma alternada ou cumulativa com outras, a ponto de poder vir a cumular várias (2, 3, 4 e 5) reformas? Só um Estado que cobrasse efectivamente (e não apenas que fosse credor), a título de TSU, mais de 80% do valor das remunerações pagas a esses privilegiados! Por isso, temos de saber se o “Estado segurador” se portou ou não bem quando estabeleceu o regime de reformas que estabeleceu, e não apenas, como alguns privilegiados pretendem, quando se trata de as pagar.

domingo, 25 de novembro de 2012

domingo, 18 de novembro de 2012

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O melhor trecho que li na imprensa do fds

 
Miguel Sousa Tavares, no final da crónica publicada na edição do jornal "Expresso" de 10/11/2012 (Primeiro Caderno, pág. 07), refere o seguinte:
«/…/ Por estes dias, ao ouvir falar os socialistas, dei-me conta de que não aprenderam muito com a queda do seu governo e com este ano e meio de oposição. Repetem a mesma estratégia de sempre, convencidos que esta é a mesma situação de sempre: que se trata do eterno jogo da alternância entre eles e o PSD. Não perceberam que alguma coisa de fundamental mudou na forma como a parte produtiva do país olha e pensa em tudo isto. Por pior que seja a opinião sobre o governo Passos Coelho, não há, entre os portugueses, nenhuma pressa ou desejo intenso em vê-lo substituído por um António José Seguro: acreditem que não há. Não se trata já de mudar a maioria ou o primeiro-ministro, mas sim de mudar a forma de fazer política e forma de governar Portugal».
Efectivamente, por mais que alguns pensem contrário (e tentem, por todos os meios, que outros também pensem como eles), não temos "pressa ou desejo intenso" de mudança para um governo PS. Aliás, mesmo nas alturas de maior desânimo com as políticas deste governo, algumas das intervenções do Zorrinho e do Galamba, são bastantes, só por si, para nos fazerem chegar à conclusão a que chegou o MST.

domingo, 11 de novembro de 2012