Todos nós (que somos ou já fomos alunos ou professores) sabemos que há métodos de ensino mais ou menos eficazes, tal como sabemos que há formas de avaliação mais ou menos propensas à obtenção de notas positivas ou de notas negativas. Ora, se, numa determinada disciplina, o professor, os programas, o método de ensino e o método de avaliação se mantiverem ao longo de vários anos, e se, também ao longo de vários anos, o nível de preparação dos alunos se mantiver (ou até tiver melhorado), parece-me que o grau de aproveitamento dos alunos tem necessariamente de melhorar gradualmente. Na verdade, à medida que o tempo passa, os alunos vão passando a dispor, para além do mais, da experiência adquirida pelo professor ao longo dos anos, de muitos apontamentos, de centenas de testes de anos anteriores resolvidos (isto, se o regulamento da escola obrigar - como deve - os professores a facultarem aos alunos as soluções dos testes e os respectivos critérios de correcção), etc.. Portanto, podemos dizer que, mantendo-se as referidas condições por um período de, por exemplo, 10 anos ou mais, as notas têm de melhorar. E se, em lugar de melhorarem, piorarem? O que poderá, no vosso entender, conduzir a esse resultado?
Ora, temos aqui matéria da boa. Vou ali pensar e volto já. (Só porque aqui está muito barulho)
ResponderEliminarBoa, à partida não pode piorar.
ResponderEliminarMas há uma coisa, esses exames e correcções só podem ser utilizados até um certo limite, por exemplo POC/e novo europeu SNS julgo, bem de nada serve usar as coisas antigas, ah esta conta chamava-se assim e agora é assim, só se eventualmente o aluno já tiver bases no antigo POC
Por exemplo em direito, com as constantes actualizações deve ser dificil estar actualizado, havera sempre akeles conceitos chave do ke é uma taxa e um imposto, ok, mas é preciso ke os novos apontamentos sejam claros, menos condensados e os exemplos actualizados.
Mas, a verdade é ke sempre preferi professores velhinhos, com alto dominio, com retorica. Mestres, com os tais exemplos de exame do tempo da carochiñha, desactualizados.
Nao sei Jama, fogo, isso é muito dificil, pergunte à Saphou ela sabe dessas cenas. Bom fim de semana
na verdade jama, parte do ensino tem por base teorias com seculos, recicladas, livros da mesma antiguidade, a sua questão é Socratica, pá, nao sei porke , mas é
ResponderEliminarOra meu bom amigo Jama, há aqui um pormenor crucial não contemplado. É que, não obstante a manutenção de vários factores importantes, tais como os programas, os métodos de ensino e de avaliação, o benefício do usufruto da experiência acumulada do docente, há um factor que oscila invariavelmente e que não podemos nivelar de igual forma ao longo desses eventuais 10 anos – os alunos. É que a massa estudantil muda a cada ano desses 10 anos e cada um dos alunos, carrega individualmente uma experiência de vida única, transporta uma vivência familiar precisa, uma envolvência social diferente. Os métodos de ensino e avaliação, a experiência adquirida e os muitos apontamentos de centenas de testes efectuados podem cair em saco roto numa realidade completamente distinta ano após ano. A falta de percepção por parte do sistema de ensino desta realidade e a não aplicação de medidas no sentido de adequar os métodos à dita realidade poderá, em meu entender, conduzir ao resultado negativo das notas.
ResponderEliminarOs alunos estão cada vez mais infantilizados porque a Universidade e o Liceu agora são extensões da pré-primária, os neurónios dos meninos e meninas pré-formatados, à espera da papinha feita e dada com colher na boca, não desenvolvem; os meninos e meninas fazem birra, não estudam; os meninos e meninas são uns sornas, decoram na véspera e esquecem no dia seguinte, não raciocínam, empanturram-se de matéria e depois tomam ENO sais de frutos.
ResponderEliminarEstou farta da infantilização destes tótós, a que poucos escapam. PQP Bolonha!
O sistema antigo era muito melhor, e não digo isto por ser velha, mas porque agora se perde mais tempo a avaliar do que a ensinar e nem sequer os tótós pré-formatados têm tempo de digerir as complexas relações entre as matérias. Onde é que já se viu, num curso de Direito, Direito de Obrigações em 3 meses, fora os dois dias de testes para avaliação contínua, mais o dia da avaliação oral e eventuais feriados e dias santos? E porque raio acabaram com a época de Setembro? Época normal em Junho, recurso em Julho...se o animal não sabia nada em fins de Junho não é em princípios de Julho que vai saber.
ResponderEliminarPQP Bolonha, Lisboa e afins...
ResponderEliminarConcordo inteiramente com a influência de todos esses factores no fenómeno. Concordo inteiramente que o anterior método de ensino era muito melhor. De pouco valerá, v.g., um aluno frequentar todas as aulas de piano se depois não estudar em casa. Mas estou convicto de que o factor com maior peso no resultado da avaliação são as políticas educativas dos governos, das escolas e dos professores. Se, no que concerne aos governos e às escolas, essa influência, de tão notória que é, torna estulta a discussão para nós (pobres terrestres), já quanto aos professores assistimos cada vez mais à influência dos seus interesses privados nos resultados da avaliação. Se o professor tiver de ter um determinado número de alunos para poder manter o seu vínculo laboral, o que é que esperam que ele faça? Aqui há dias perguntava a um professor que, numa determinada área, está nos primeiros lugares do ranking nacional de uma determinada área científica, como é que iam as aulas. Ele respondeu-me que muito bem, pois tinha agora finalmente tempo para dedicar aos alunos. É que já estava quase no topo da carreira, e, para lá se manter, tinha de fingir de morto. Para tanto, o melhor era passar o tempo na preparação das aulas e no acompanhamento dos alunos. E então perguntei-lhe: e como é que tem tempo para escrever e publicar artigos? Ele deu-me esta resposta desconcertante: por enquanto, não escrevo mais artigos. Se os faço e consigo que sejam publicados nas melhores revistas internacionais, tenho logo uma série de inimigos; se os faço e não consigo que mos publiquem, fico frustrado. Portanto, o melhor é dar aulas e ganhar o que não ganhava em lado nenhum com tão pouco trabalho e com tanta satisfação. Passado um ano, esse professor foi mudado da disciplina que leccionava. Comenta-se que por ter passado os alunos quase todos. Mas, se foi por isso que o mudaram de disciplina, ainda bem. Todas as disciplinas merecem ter bons professores.
ResponderEliminarÈ melhor não publicar por passar os dias no facebook a jogar farmville, um jogo com muita adrenalina.
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