Os cidadãos poderosos não aceitam sujeitar-se à álea da decisão de um juiz. Por isso, elegem a feitura dos actos normativos como instrumento adequado e eficaz à prossecução dos seus interesses e à resolução dos seus problemas, deixando a justiça para os cidadãos comuns.
Ui!
ResponderEliminarAposto que a expressão usada - "álea da decisão de um juiz" - vai ferir susceptibilidades.
Existe sempre uma álea quanto ao sentido da decisão judicial. Aliás, esse risco é inerente à própria liberdade de julgar. A certeza absoluta quanto ao sentido de uma decisão judicial só existe quando a mesma transita em julgado. E isso, para muitos que têm poder, é intolerável. Logo, a solução é resolverem os problemas por via normativa. Mas eu acho que isto são evidências intemporais! Ou não serão?!
ResponderEliminarVolto aqui, na sequência de uma notícia que, sob o título "O chefe prevarica, o partido paga, o Estado devolve", vem hoje publicada no "Público": http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/multas-aplicadas-a-dirigentes-dos-partidos-serao-pagas-pelo-estado_1472567
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