Viveríamos melhor numa sociedade governada por corruptos ou numa sociedade governada por pseudo-intelectuais? Pergunto ao dono e gestor da livraria. Por corruptos, responde, de chofre, o filho dele. Logo de seguida, o pai dá a explicação para a opção do filho, e de que ele também partilha: os corruptos dão alguma coisa a ganhar à gente, agora os pseudo-intelectuais, que vivem de subsídios do Estado, a única coisa que dão são ares de sabedoria a outros palermas como eles, e isso não enche a barriga de ninguém. Nem a deles!
Ora, ora. Então o tal dono e gestor da livraria não vive a vender os livros dos ditos pseudo-intelectuais?
ResponderEliminarDepois da resposta do Mestre não me ocorre nada para dizer em defesa do pseudo-sábio livreiro.
ResponderEliminarFunes, Não era a esses pseudo-intelectuais que os livreiros se referiam. Era àqueles do tipo que acham que todos os outros são estúpidos, e para quem o maior indício de que alguém é estúpido é, v.g., gostar de futebol. Andaram muitos anos na universidade, mas na maior parte dos casos não terminaram qualquer curso. Geralmente desculpam-se dizendo que os professores eram tipos limitados e que os programas estavam mal feitos. O pouco que fazem e de má qualidade (seja pintura, no teatro, na música, no ballet, etc.), estão convencidos de que é a melhor coisa no mundo, e que só os verdadeiramente eruditos a consegue apreciar. Já está a ver de que pseudo-intelectuais estávamos a falar, não é verdade?
ResponderEliminarMas Jama voce condicionou as opções do livreiro, voce procurou essa resposta, se assim nao fosse teria dito
ResponderEliminarEstariamos melhor governados por agricultores?
Agora se um pseudo-intelectual não é corrupto, tbm nao é pseudointelectual, voce msm o refere kd fala de subsidios.
O tipo de pseudo-intelectual em que estava a pensar não é corrupto. Os subsídios que lhe são dados pelo Estado são aplicados, v.g., na organização de exposições de pintura de quem nunca soube pintar, na realização de teatros e de cinemas que só beneficiam quem os realizou ou neles interveio, e na organização de concertos musicais a que assistem os próprios e os amigos, também pseudo-intelectuais. Lembro-me de um desses pseudo-intelectuais ter andado a aprender a tocar violino durante dois anos, findos os quais resolveu dar um concerto para os amigos e conhecidos. Um dos assistentes, que acabava de entrar no meio, perguntou a quem levara para aquelas lides: comprou hoje o violino? Ninguém conseguia dizer ao tipo que ele tinha o ouvido "quadrado". Aliás, os amigos dele, outros pseudo-intelectuais, estavam convencidos de que ele era um verdadeiro prodígio. Eu pensava que essa raça já tinha acabado, mas não. E ainda bem. Tem de haver de tudo. E como são pela paz... Mas a questão não era essa. A questão era se seríamos melhor governados por eles ou por corruptos.
ResponderEliminarAh pensei ke falava de uma coisa tipo, os intelectuais nacionais na Porto 2001. É ke esses, eram e sao maioriariamente socialistas.
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