segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O que é para ti um luxo?

Ontem à noite, inspirada na leitura de um artigo publicado na revista “ÚNICA” que dava conta do que várias pessoas consideravam que para elas seria um luxo, atirou-me com a pergunta: o que é para ti um luxo? Beber um “panaché” e comer uns tremoços, no Augusto, respondi de chofre. Não, isso não é um luxo, porque podes fazê-lo quando quiseres, retorquiu-me. Então não me lembro de mais nada, disse eu, terminando a conversa por ali. Hoje, depois de pensar no assunto, descobri finalmente o que para mim é um luxo: experimentar objectos de luxo (carros, relógios, roupas, etc..) e sentir que não os desejo. Outro luxo era ter a sorte que teve este professor. Mas isso, só mesmo nos filmes.


3 comentários:

  1. Não Jama, não seria um luxo, seria simplesmente a prova de que o sistema de ensino teria recuperado a sua saúde. Estando doente como está e não se tendo, ainda, identificado e isolado o vírus, são os professores que geralmente são tidos por ser a causa virulenta dessa doença que afecta, sobretudo os alunos. Assisti ao vídeo com pele de galinha e olhos lacrimejantes porque recordei alguns professores a quem gostaria de ter cantado esta canção. Lembrei, sobretudo, uma professora de Francês, excêntrica e que me deu a custa nota para passar no 11º ano. No ano seguinte, no primeiro período fui aluna de 18. Lembro, uma outra de Literatura Portuguesa, que não via há 20 anos e que encontrei há dias no Facebook. Adivinhe. Ela lembrava-se de mim tão bem como eu me lembro dela. Já agora, um luxo para mim seria um dia inteiro num Spa, com tudo incluído. E eu até podia fazê-lo, mas não deixaria de ser um luxo, ao contrário do argumento que "ela" lhe deu para provar o não-estatuto de luxo à ingestão de um panaché e de um pires de tremoços.

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  2. Um amigo meu apadrinhou uma miúda moçambicana de 12 anos, ao abrigo deste programa. No Natal perguntou-lhe o que é que ela desejava de presente da quadra. Ela, tímida respondeu que queria um luxo: uma toalha só para ela.

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  3. Blimunda, sempre que me falam em SPA lembro-me da história do pedreiro que, com 60 anos, foi experimentar a sauna, e não percebia como é que alguém podia gostar daquilo, pois ainda lá estava mais calor do que no forno da padaria que, no intervalo de duas cozeduras, ele andara a reparar. Para mim, um chuveiro com muita água e bem quentinha, é do que mais gosto num SPA. Os meus gostos são como os do pedreiro. As variedades confundem-me. Tenho dificuldades em adaptar-me a coisas novas. Daí que quando penso em “variedades” lembro-me sempre da meretriz que, em resposta à pergunta do cliente acerca do tipo de serviço, respondia: “é sempre como Nosso Senhor mandou, freguês. Quem quer variedades vá ao teatro”.
    Há professores que nos marcam para toda a vida. Uns positivamente, mas outros negativamente. Sim, porque infelizmente também há professores que nunca deveriam ter tido acesso à profissão. Permitir-se o exercício da docência a um professor que diz aos alunos que não está para os aturar, e muito menos para lhes agradar, e que os desrespeita a ponto de não os tratar sequer pelos nomes, mas por alcunhas, é um verdadeiro luxo para esse professor. Ter aqui um comentário do Funes, também é um luxo.

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