sexta-feira, 19 de novembro de 2010
"Secretária de negócios"
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
O que é para ti um luxo?
Ontem à noite, inspirada na leitura de um artigo publicado na revista “ÚNICA” que dava conta do que várias pessoas consideravam que para elas seria um luxo, atirou-me com a pergunta: o que é para ti um luxo? Beber um “panaché” e comer uns tremoços, no Augusto, respondi de chofre. Não, isso não é um luxo, porque podes fazê-lo quando quiseres, retorquiu-me. Então não me lembro de mais nada, disse eu, terminando a conversa por ali. Hoje, depois de pensar no assunto, descobri finalmente o que para mim é um luxo: experimentar objectos de luxo (carros, relógios, roupas, etc..) e sentir que não os desejo. Outro luxo era ter a sorte que teve este professor. Mas isso, só mesmo nos filmes.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Estranho conforto
Numa longa entrevista publicada na edição de 05/11/2010 do jornal “Negócios”, Henrique Neto referiu designadamente o seguinte:
- “Sempre tive horror às palavras que dizem coisas demais. As palavras têm que dizer aquilo [que são], não pode haver interpretações na minha cabeça. Detesto escritores [como] o Lobo Antunes, detesto, se aquilo é um escritor. Porque diz o que lhe passa pela mona, lemos páginas e páginas sem saber o que é que ele quer dizer”.
Partilho da opinião de Henrique Neto. É que, tendo, por diversas vezes, tentado ler alguns dos livros da autoria de António Lobo Antunes, nunca consegui sequer chegar a meio de nenhum deles. Não percebo o que ele diz. Do livro recentemente publicado (“Sôbolos Rios Que Vão”), apesar de, através de vários artigos que li sobre ele, até pensar que conhecia o essencial da história, não consegui, ainda assim, perceber o que está escrito nas cerca de 30 páginas que li. E eu que pensava que, depois de ter lido e percebido grande parte da matéria da famosa “Sebenta Velha”, conseguiria perceber qualquer escrita! Bem me enganei. Mas, se até quem, como Henrique Neto, que percebe de tantas coisas (v.g., de políticos e de políticas) não consegue perceber o que escreve António Lobo Antunes, sinto-me muito mais confortado. Mas que estranho conforto!